quinta-feira, 24 de julho de 2014

::: Exames de sangue e de fezes: quando seu filho deve fazer? :::

Eles nem sempre estão incluídos na rotina médica infantil, mas, em certas situações específicas, o pediatra pode solicitá-los. Entenda quando e por que esses testes laboratoriais devem ser realizados

Seu filho já fez, alguma vez na vida, exame de sangue? A análise do sangue – e também das fezes – como rotina para crianças saudáveis não é um consenso entre os especialistas. Uma parte dos pediatras acredita mais no acompanhamento regular do paciente em consultório, deixando a solicitação de um exame laboratorial apenas para situações específicas. Já outros médicos preferem fazer a pesquisa de alterações no sangue e nas fezes com regularidade, mesmo que não haja evidências clínicas de alguma patologia. O que é melhor? Não existe, claro, uma resposta objetiva. O que vale, acima de tudo, é ter confiança no pediatra do seu filho e se identificar com sua conduta. Além de compreender quais as principais finalidades desses dois testes.
Só em caso de necessidade clara
Se o médico do seu filho raramente (ou nunca) preenche um pedido de exames, ele provavelmente faz parte do grupo de profissionais que acredita que uma boa anamnese, a palpação, o estetoscópio e a balança podem, na ausência de outros sintomas, substituir os testes laboratoriais. Nada de errado com essa maneira de agir. “Os exames de sangue e de fezes não são uma rotina necessária. Em medicina, sabemos que a clínica é soberana, portanto, se você faz o acompanhamento regular do paciente, e ele se apresenta clinicamente bem, não há necessidade de pedir exames”, opina Ana Cristina R. Zollner, pediatra do departamento de pediatria ambulatorial e cuidados primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). Para a especialista, exames de sangue e fezes devem ser solicitados apenas quando há suspeita de alguma enfermidade (veja quadro no final da matéria) ou se a criança apresenta alguma condição específica – como a obesidade -, que justifique a coleta laboratorial como um recurso de acompanhamento médico.

Com regularidade
No contraponto dessa opinião, há os médicos que valorizam os dados que só podem ser obtidos com a ajuda da análise sistemática de sangue e fezes. “Existe um protocolo americano recente, já seguido por alguns pediatras no Brasil, que recomenda a realização desses exames como rotina em todas as crianças”, diz Sylvio Renan Monteiro de Barros, pediatra e autor do livro “Seu bebê em perguntas e respostas – Do nascimento aos 12 meses”. Segundo ele, a população que está nascendo agora tem uma perspectiva de longevidade maior: estima-se que alguns irão viver até os 120 anos. Por isso, para ele, os pediatras precisam enxergar longe e estar atentos às alterações no organismo que poderão comprometer a qualidade de vida dessas pessoas na velhice.
Barros defende que o exame de fezes seja realizado anualmente, em todas as crianças: “Alguns médicos optam por prescrever vermífugos para o paciente como uma maneira de garantir a eliminação de possíveis parasitas, mesmo sem saber se eles realmente estão lá. Acontece que esses medicamentos têm efeitos colaterais, podendo causar até problemas neurológicos e infertilidade no futuro”, alerta. O exame de sangue rotineiro, por sua vez, pode fornecer informações importantes para a prevenção de doenças, como as cardiovasculares, a obesidade e o diabetes. “É comum nos surpreendermos, por exemplo, com taxas de colesterol e triglicerídeos alteradas em crianças aparentemente saudáveis”, alerta Barros, que costuma pedir, também, a dosagem de vitamina D para todos os pacientes, já que pesquisas mostram que a carência da substância tem aumentado na população brasileira.
Batendo ponto no consultório
De maneira geral, os especialistas concordam, pelo menos, em uma questão. A de que a criança deve visitar o consultório pediátrico com regularidade. Alguns pais, entretanto, negligenciam essa regra. Não por falta de atenção, mas simplesmente porque notam que o filho está saudável, e isso faz com que não se preocupem em levá-lo para uma consulta de rotina. Acabam procurando o pediatra apenas se o pequeno apresentar uma febre, uma dor ou outro sintoma preocupante. Entretanto, essa não é a conduta recomendável. “O ideal é que haja um pediatra que faça sempre o acompanhamento da criança. No primeiro ano de vida, com consultas mensais; no segundo ano, trimestralmente e, a partir daí, as idas ao médico devem ocorrer uma vez ao ano”, diz Ana Cristina. Essas consultas servem, principalmente, para verificar se a criança está crescendo e ganhando peso corretamente. Mas, também, para que sinais clínicos de algum problema sejam observados pelo olhar do profissional, que é, lógico, insubstituível.
Situações que valem os testes
Independentemente das escolhas do pediatra que acompanha seu filho em relação à frequência dos exames, algumas situações ou condições específicas merecem uma investigação por meio de exame de sangue ou fezes. Veja quais são elas:
O exame de fezes pode ser útil:
- Se houver suspeita de vermes, com sintomas como dor de barriga, alteração nas fezes, coceira na região do ânus, emagrecimento e fraqueza.

- Se você observar gordura, sangue ou qualquer outra alteração nas fezes do seu filho. Relate ao pediatra para que ele solicite um exame, pois esses sintomas podem estar relacionados a diversas doenças.

- No caso do pediatra desconfiar de alguma doença crônica, que justifique a pesquisa de substâncias específicas nas fezes. Vale dizer que essa situação é muito rara.
O exame de sangue pode ser útil:
- Quando a criança está obesa ou com sintomas de diabetes. O médico deve pedir a dosagem de colesterol, triglicerídeos e glicemia de jejum. Principalmente se houver histórico familiar dessas doenças.

- Para confirmar a suspeita de anemia, especialmente em crianças pequenas, nas quais a falta de ferro é relativamente comum.

- Para mensurar outros minerais e vitaminas, sempre que houver a desconfiança por parte do médico da carência desses elementos. Particularmente se a criança tem dificuldade de ganhar peso.

- Nos momentos em que a criança apresentar quadro infeccioso, com febre, dor, manchas pelo corpo ou qualquer outro sinal de que pode haver uma infecção. Um hemograma simples, que faz a contagem dos componentes das séries vermelha e branca e das plaquetas, já pode fornecer dados importantes para o médico saber o que está acontecendo.

- Se houver a suspeita de uma patologia grave, como leucemia e doença celíaca (intolerância ao glúten). Na hipótese do exame acusar algo mais sério, o pediatra poderá encaminhar o paciente a outro especialista.
Fonte: revistacrescer.globo.com/
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segunda-feira, 21 de julho de 2014

::: 7 SINTOMAS DE ANEMIA :::

Anemia é o nome dado à redução do número de glóbulos vermelhos no sangue. Os glóbulos vermelhos, também chamados de hemácias ou eritrócitos, são as células responsáveis pelo transporte de oxigênio pela circulação sanguínea.

Por que a Anemia provoca sintomas?

Para entender os sintomas da anemia é preciso antes compreender como funcionam os glóbulos vermelhos (hemácias). O sangue não é uma substância puramente líquida, nele estão diluídas milhões de células, sendo as hemácias as mais abundantes. A hemácia é uma célula cuja principal função é transportar oxigênio pelo sangue até os tecidos. Dentro das hemácias existe uma proteína chamada hemoglobina, que é a estrutura responsável pela ligação com a molécula de oxigênio. O oxigênio quando entra na hemácia e se liga à hemoglobina, podendo, assim, ser transportando por todo o corpo.
Portanto, resumindo o processo de funcionamento dos glóbulos vermelhos, podemos dizer que as hemácias vão até o pulmão, captam o oxigênio respirado (ligando-o a hemoglobina), e viajam pelo resto da circulação sanguínea distribuindo oxigênio para as células do corpo poderem funcionam adequadamente.
Quando há anemia, ou seja, uma quantidade reduzida de hemácias no sangue, passamos a ter sintomas devido a maior dificuldade das células receberem quantidades adequadas de oxigênio.
Quanto mais grave for a anemia, ou seja, quanto menor for a concentração de hemácias circulantes no sangue, mais intensos serão os sinais e sintomas.
Obs: a anemia pode ser quantificada no exame de hemograma através dos valores do hematócrito e da hemoglobina.
Sinais e sintomas da Anemia
Sintomas da anemia 1# – Cansaço e falta de energia

Quando a quantidade de células que transportam oxigênio está reduzida, a capacidade do organismo de fornecer oxigênio para todos os tecidos fica comprometida. Como o oxigênio é um combustível essencial para as células funcionarem, a redução do mesmo provoca sintomas como cansaço, fraqueza, tonturas, falta de ânimo, dificuldade de concentração, sonolência e dor de cabeça.
Pessoas jovens e sadias toleram melhor o cansaço da anemia, sentindo estes sintomas apenas quando precisam realizar esforços. Já as pessoas mais idosas costumam se queixar muito de cansaço e falta de energia, tornando difícil a realização de tarefas simples, como se vestir, tomar banho e andar pela casa.
O cansaço é o sintoma mais comum e mais típico da anemia.Quanto mais rápida for a queda da concentração de hemácias, mais intenso é o sintoma de cansaço.

Sintomas da anemia 2# - Falta de ar
A falta de ar costuma ocorrer em casos graves de anemia ou nos pacientes que já apresentam algum grau de mau funcionamento cardíaco e/ou pulmonar.  Como a quantidade de oxigênio que chega às células é insuficiente, a resposta do organismo é acelerar a frequência respiratória, na tentativa de aumentar a oxigenação do sangue.
Portanto, o paciente com anemia pode queixar-se de falta de ar e apresentar uma respiração mais acelerada.
Sintomas da anemia 3# - Taquicardia – coração acelerado
Assim como há um aumento da frequência respiratória, há também um aumento da atividade do coração. O coração acelera tentando aumentar a quantidade de sangue que chega nos tecidos. A lógica é simples, se o sangue está pobre em oxigênio, é preciso chegar mais sangue para as células poderem receber uma quantidade aceitável de oxigênio.
A taquicardia também pode provocar o aparecimento de sopro no coração.
Sintomas da anemia 4# - Dor no peito
Nos pacientes com doenças cardíacas, a redução da oxigenação dos tecidos e a aceleração dos batimentos cardíacos podem não ser bem toleradas. Se o paciente já tem o coração doente, ele terá dificuldades de aumentar o seu funcionamento, e mesmo uma anemia leve pode ser a gota d’água que faltava para desencadear uma isquemia cardíaca.
Em pacientes com doenças do coração, valores de hematócrito abaixo de 10g/dl costumam ser perigosos.
Sintomas da anemia 5# - Palidez cutânea
A palidez da pele e das mucosas ocorre por dois motivos. O principal é redução da circulação de sangue que ocorre nos tecidos periféricos (como a pele), já que o organismo passa a dar prioridade aos órgãos nobres do corpo, desviando o fluxo de sangue para os mesmos. Como a pele recebe menos sangue, ela torna-se mais pálida. Além disso, conforme há uma queda no número de hemácias circulantes, o sangue torna-se mais diluído, assumindo uma cor menos viva. Portanto, na anemia, a pele e as mucosas passam a receber menos sangue, e o sangue que chega está diluído por haver falta de hemácias. Além da palidez, a pele também pode ficar mais fria.
Em pessoas de pele mais escura, esta palidez da pele é mais difícil de ser notada. Para identificar uma anemia, é preciso olhar a cor da boca e da conjuntiva dos olhos, que apresentam-se mais pálidas em casos de anemia.
A palidez cutânea pode não ser notada até que a hemoglobina caia para valores ao redor de 10g/dl. Portanto, somente a ausência de palidez não descarta uma anemia.
Sintomas da anemia 6# - Câimbras
As câimbras ocorrem pelos mesmos motivos do cansaço e da palidez cutânea. A falta de oxigenação dos músculos, associado à redução efetiva da circulação de sangue, provoca distúrbios no funcionamento normal da musculatura, podendo surgir contrações involuntárias.

Sintomas da anemia 7# - Hipotensão
A hipotensão é um sintoma comum nas anemias que surgem por conta de perdas sanguíneas. Quando o paciente apresenta uma hemorragia, ele perde não só hemácias, mas também volume de sangue circulante, o que leva à queda da pressão arterial.
A hipotensão se manifesta clinicamente como fraqueza extrema, dificuldade de ficar em pé, tonturas e sensação de desmaio.
Anemia com hipotensão é uma emergência médica, havendo indicação para transfusão de sangue assim que possível.
Fonte: /www.mdsaude.com
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quinta-feira, 3 de julho de 2014

::: Ingere Shake de proteínas e carboidratos após seu treino? Você deve ler esse texto! :::

Por Nutricionista Rodolfo Peres


Ontem, um paciente que realiza um treinamento intenso de musculação, me contou que fez uma bateria de exames de rotina e o médico se assustou com os níveis um pouco acima dos valores de referência para as aminotransferases (TGO e TGP). Perguntou para o paciente: você está usando algum "desses suplementos? O paciente respondeu: sim! Uso um Shake de proteínas e carboidratos após meu treino, além de BCAAS e creatina. O médico respondeu com a maior alegria: então é isso! Corte imediatamente esses suplementos! Essa história é muito comum e associa a falta de conhecimento de vários profissionais com relação não somente à suplementação, mas também quanto as alterações bioquímicas proporcionadas pelo exercício. 


O treinamento promove alterações significativas no número de células sanguíneas, atividades de enzimas e concentração de proteínas e metabólicos. As aminotransferases que citei como exemplo, apresentam-se elevadas imediatamente após sobrecarga muscular e permanecem assim por até 24 horas. Portanto, para se verificar alterações hepática em praticantes de exercício intenso, é necessário solicitar outros marcadores, como GGT, FA, bilirrubinas, dentre outros. Ou seja, a individualidade biológica também deve ser respeitada ao se analisar um exame laboratorial! No livro Viva em Dieta, Viva Melhor (www.rodolfoperes.com.br/livros.aspx ), abordo um pouco mais sobre esse assunto. Lembrando que o nutricionista é apto perante Lei para solicitar e analisar exames laboratoriais que julgue necessário para compor o diagnóstico e elaborar o plano nutricional de seu paciente. 

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

:: TESTE DO PEZINHO – UM PASSO FUNDAMENTAL PARA A VIDA ::

O Teste do Pezinho, nome popular da triagem neonatal, é um exame capaz de detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas que podem causar graves sequelas ao desenvolvimento mental e físico da criança, caso não sejam tratadas de imediato.


Esse exame é popularmente conhecido como Teste do Pezinho, pois a coleta do sangue é realizada através de um furinho feito no calcanhar do bebê. A escolha do local deve-se ao fato da região do calcanhar ser rica em vasos sanguíneos, além de ser uma coleta rápida e praticamente indolor. É realizado em grande parte nas maternidades, mas também pode ser efetuado em unidades básicas de saúde credenciadas e laboratórios privados.   
Toda criança nascida em território nacional tem direito à triagem neonatal. Em 2001 foi criado o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) para ampliar e garantir o acesso ao teste.

A coleta deve ser feita preferencialmente entre o 3º e o 7º dia de vida, não devendo ser inferior a 48 horas de alimentação protéica (amamentação) e nunca superior a 30 dias de vida. Para o exame basta retirar algumas gotinhas de sangue que são colhidas em um papel filtro para posteriormente fazer as análises.
Este simples procedimento permite o diagnóstico precoce de diversas doenças como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme e fibrose cística.
A fenilcetonúria é uma doença causada pela falta de uma enzima responsável pela transformação de fenilalanina em tirosina. O nome da doença está relacionado à eliminação excessiva de fenilalanina na urina, que apresenta um odor semelhante ao mofo. À medida que a criança ingere alimentos ricos em fenilalanina, passa a acumulá-la no corpo sem conseguir metabolizá-la. O acúmulo do aminoácido pode afetar o cérebro e causar deficiência mental.
A anemia falciforme é uma alteração na composição da hemoglobina que leva à formação de uma hemoglobina anormal chamada de S. A presença da anemia e de outros sintomas depende da intensidade e do tipo de alteração da hemoglobina.
O hipotireoidismo congênito está relacionado à deficiência dos hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) produzidos pela tireóide. Estes hormônios são fundamentais para a regulação do metabolismo do organismo e a falta deles pode levar a um prejuízo no crescimento e no desenvolvimento psicomotor da criança.
A fibrose cística é uma doença genética autossômica recessiva, na qual ocorre uma mutação no gene CFTR, cromossomo 7. Essa alteração intervém na produção do suor, dos sucos digestivos e dos mucos. O diagnóstico precoce permite intervenções terapêuticas imediatas e aconselhamento genético dos pais.
A maior parte das doenças triadas no Teste do Pezinho é assintomática no período neonatal, reforçando a importância da realização do exame para que seja possível interferir a tempo no curso da doença, permitindo o tratamento específico imediato e a diminuição ou eliminação das seqüelas.
Existem diferentes versões do Teste do Pezinho. O Sistema Único de Saúde (SUS) contempla até quatro doenças, mas nem todos os Estados brasileiros realizam os quatro testes. Hoje já existe uma versão ampliada do teste onde é possível identificar mais de 30 doenças antes que seus sintomas se manifestem. Esta versão mais completa está disponível no Ghanemzinho, o primeiro laboratório de Santa Catarina integralmente dedicado ao público infantil. O Ghanemzinho conta ainda com equipe multidisciplinar de profissionais capacitados, com a missão de transformar essa experiência de seus filhos em uma experiência diferenciada e positiva.
   O Teste do Pezinho é essencial para o desenvolvimento da saúde do seu bebê. Não esqueça que o exame convencional é obrigatório e gratuito. Exija seus direitos e faça com que sejam cumpridos.

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segunda-feira, 30 de junho de 2014

::: Diabete: 16 passos para deixá-la longe :::

Siga as orientações dos especialistas para deixar sua saúde distante do diabete.


Fique de olho no índice glicêmico

Quem quer afastar o diabete e ainda manter a obesidade a distância deve ficar de olho no IG, ou índice glicêmico. Esse índice tem relação com a velocidade da digestão da glicose e com a sua entrada nas células. Para descobrir esse número, os especialistas observam o seguinte: se depois de comer algo ocorre a elevação rápida nos níveis de açúcar em circulação, é sinal de que o alimento está entre os itens de alto valor glicêmico. Guloseimas à base de farinha refinada são legítimas representantes desse time.

Já os alimentos lotados de fibras são considerados de baixo índice glicêmico. Não levam o açúcar para as alturas nem dão aquela vontade incontrolável de cair de boca nos doces o tempo todo. Trocar uma massa feita com farinha refinada por outra integral, por exemplo, faz com que a glicose fique mais estável na corrente sanguínea. Tudo se passa sem atropelos, o que garante saciedade e mantém a balança em dia.

Fracione as refeições

Os especialistas recomendam não passar mais de três horas sem comer. Mas espera aí! Aumentar o número de refeições ao dia não significa se entupir de comida, e sim intercalar pequenas porções de lanches balanceados entre o café da manhã e o almoço e entre o almoço e o jantar. Exemplos: 1 fatia de pão de aveia com 2 colheres de queijo cottage + 1 pera. Ou um cappuccino light com 2 biscoitos água e sal. Ou ainda 1 copo de iogurte desnatado e uma barra de cereal.

Quando a barriga fica vazia por muito tempo, a tendência é o exagero à mesa. Então, conforme chega aquele monte de comida, sobem os níveis de glicose no sangue. Para botar todo esse açúcar nas células, se faz necessário um caminhão de insulina. E quem é que produz todo esse hormônio? O pobre pâncreas, que tem de trabalhar em dobro. Só que a fadiga da glândula favorece o diabete. Se o organismo for suprido de forma fracionada, no entanto, a glicose vai cair devagar na circulação e será absorvida na medida certa, sem sobrecarregar ninguém. 

Acerte nas combinações de alimentos

Um vitaminado copo de suco de frutas no meio da tarde é uma delícia. Agora, se ele vier acompanhado de uma fatia de queijo magro, tanto melhor. Está aí um belo truque para afastar a fome — especialmente aquela que faz o corpo pedir algo doce. A combinação de boas fontes de carboidratos ou açúcar — caso das frutas, dos pães e dos biscoitos — com itens cheios de proteína, como os laticínios, desacelera a digestão. Assim, a absorção da glicose se torna mais lenta e a energia é disponibilizada aos poucos.

Invista em fontes de proteína magra, como a ricota e o peito de peru. Aposte no pão de centeio e em vegetais como o tomate. E varie o suco de laranja com o de morango, abacaxi, melão... 

Coma mais e mais fibras

Está mais do que comprovado que essas substâncias combatem a obesidade e o açúcar nas alturas. Um dos motivos é que elas tornam o processo digestivo mais demorado, contribuindo para a saciedade. Ou seja, os ataques à bombonière são bem menos frequentes. Para completar, esses nutrientes tendem a aparecer em alimentos que somam poucas calorias: frutas, leguminosas, aveia, verduras, grãos e farelos.

A dica é incrementar o café da manhã com cereais integrais, lotar o prato de saladas de folhas cruas no almoço e no jantar, devorar frutas nos lanches e nas sobremesas. E não se esqueça de que casca e bagaço são pra lá de fibrosos e devem ser consumidos sempre que possível. 

Não exagere nas gorduras

Quando sobra gordura no prato, o corpo engorda. E, quando o corpo engorda, o indivíduo tende a sentir mais vontade de devorar opções açucaradas. Por causa desse ciclo vicioso, é necessário reduzir tanto o consumo de doces como o de frituras se a intenção for equilibrar as taxas de insulina -- aquele hormônio que bota a glicose para dentro das células.

A gordura é um dos grandes responsáveis pelo acúmulo de tecido adiposo na região abdominal, e alguns estudos mostram que a cintura larga tem estreita relação com a fabricação de um monte de substâncias, entre as quais — isso mesmo! — a insulina. A desordem provocada pela gordura abdominal na produção desse hormônio confunde o organismo e, acredite, detona o desejo por doces. Então, a sábia dica de não abusar de receitas gordurosas deve ser levada muito a sério.

Cuidado na hora de escolher o doce

Apesar da ameaça em potencial, você não precisa se privar do prazer de visitar uma loja de doces. É melhor se deliciar numa doceria do que estocar guloseimas em casa. Mas não se perca diante das opções tentadoras. Prefira algo sem chantilly. E não se iluda com as sobremesas diet. Apesar de não conter açúcar, elas podem trazer gordura aos montes. Além de entupirem as artérias, as moléculas gordurosas se transformam em glicose no sangue, pondo em risco a saúde de todo mundo, diabético ou não.

É melhor comer um doce convencional. Convide um amigo para ir com você à loja e divida aquele pedaço de bolo. Dê preferência a porções pequenas. Até mesmo se o objeto do desejo for compotas de frutas, que podem vir carregadas de açúcar. Duas últimas dicas: após o almoço, com a barriga cheia, a avidez por doce é menor e pedir água para acompanhar a guloseima ajuda a dar a sensação de saciedade. 

Saiba o que olhar no rótulo

Não caia na ilusão de que um alimento light ou diet é mais magro. O produto dietético, por exemplo, tem que estar isento de alguma substância, que pode ser sódio, proteína ou, claro, até glicose. No entanto, se a restrição é o açúcar, o doce pode acabar mais calórico. É que a retirada da sacarose da fórmula costuma levar junto parte do sabor e os fabricantes tentam muitas vezes compensar essa ausência com gordura.

Para os produtos light, que têm que apresentar a redução de 25% de algum ingrediente, vale a mesma atenção. Veja na tabela nutricional se não ficou mais gorduroso. Quando o produto é diet, verifique também se possui algum tipo de açúcar, como frutose ou glicose. Claro que você deve deixar o produto na gôndola se busca evitar a substância. 

Use adoçantes com inteligência

É preciso saber usá-los para não ficar com aquele gosto amargo na língua. A sacarina sódica é a mais indicada para bebidas quentes, como o cafezinho. Em compensação, não cai bem em sucos, especialmente naqueles ácidos. O que vai bem nesses casos é o aspartame. Ele, por outro lado, é desastroso no calor. Enquanto a sacarina resiste a temperaturas elevadas, o aspartame não só perde boa parte de sua capacidade de adoçar como ainda libera compostos tóxicos na bebida quente. 

Abuse dos sabores cítricos

Aquele gostinho do adoçante pode ser mascarado ao adotar um macete bem simples na hora de preparar uma receita light. Acrescente à massa do bolo, por exemplo, um pouco de raspas da casca de laranja, limão ou fava de baunilha. O ácido cítrico presente ali sobressai ao amargo do edulcorante. Tudo porque as papilas gustativas são mais sensíveis a sabores ácidos e apimentados 

Beba com moderação

A bebida alcoólica não é proibida, mas há que ter muita cautela no consumo, principalmente quando o paciente é diabético. Isso porque o álcool é capaz de bloquear a liberação de glicose pelo fígado e assim levar à hipoglicemia, que causa tontura e fraqueza. Além disso, cada grama de álcool fornece 7 calorias. Só para comparar, os carboidratos oferecem 4 calorias na mesma porção. Então, fique atento à dose.

Uma tulipa de cerveja, por exemplo, oferece 122 calorias, enquanto uma taça de vinho tinto, 86. E, claro, vale ficar atento aos acompanhamentos para diminuir ainda mais o risco de engordar. Substitua o amendoim pelos picles, por exemplo. 

Caminhe

Trinta minutos de caminhada, cinco vezes por semana, é a medida básica para quem deseja saúde. Andar aumenta a frequência cardíaca e amplia a capacidade respiratória. De quebra, auxilia no aproveitamento da glicose pelas células. Para praticar essa atividade, que virou uma mania nacional, o primeiro passo é escolher um tênis bem confortável, que ajude a absorver impactos e ganhar estabilidade. Os diabéticos precisam de ainda mais cuidado com os pés para evitar bolhas e machucados. Nada de forçar demais o ritmo: quem está começando agora deve andar cinco ou dez minutos e ir aumentando o ritmo. 

Fortaleça os músculos

A musculação, desde que bem orientada, é uma grande aliada. Isso porque esse tipo de exercício favorece o equilíbrio da insulina em circulação, o que poupa todo o organismo.

Mas é importante caprichar no alongamento e no aquecimento antes do treino. Assim a musculatura fica bem preparada para o esforço. As lesões também passam longe se você obedecer ao limite de carga sugerido pelo professor de educação física. E atenção! Só faça essa atividade depois de uma detalhada avaliação do médico. 

Beba mais água

Quanto de água você já tomou hoje? Se não tem ideia da resposta, é melhor começar a ficar atento, já que o líquido compõe de 60 a 75% do nosso peso e faz muitas coisas pelo organismo. Para citar algumas: estabiliza a temperatura do corpo, transporta nutrientes para dentro das células e põe os produtos indesejáveis para fora. Tudo isso sem fornecer uma única caloria.

Diferentemente dos calóricos carboidratos - que forçam o aumento da produção de insulina e levam o cérebro a disparar a vontade de mais e mais doces -, a água dá e prolonga a saciedade. Esse benefício é obtido com a ingestão de 1 litro e meio a 2 litros por dia. O ideal é ir bebericando os copos de água ao longo do dia e não se encharcar de uma só vez. 

Durma bem

Está provado: uma boa noite de sono é capaz de mandar para muito longe aquela imensa vontade de se acabar numa caixa de bombom. A explicação é que o sono aumenta a liberação de serotonina, a substância responsável pela sensação de bem-estar. Assim, ela aplaca os sintomas de tristeza, estresse e ansiedade e corta a compulsão por doces. Para espantar a insônia, evite café depois do anoitecer. Desligue TV e computador, pois a luz atrapalha a produção de melatonina, hormônio que avisa o cérebro que é hora de dormir. E, antes de ir para a cama, faça uma massagem sem pressa nos próprios pés. Isso ajuda muito a se livrar do nervosismo. 

Relaxe

Quando uma pessoa está estressada, é como se precisasse de mais combustível, ou seja, maior quantidade de glicose, obtida rapidamente dos alimentos açucarados. Por isso, tudo o que você puder fazer para levar a vida com mais calma ajudará no equilíbrio da dieta. Quem medita, por exemplo, aprende a lidar melhor com situações adversas, não se agita tanto e necessita de menos doce.

Quer aprender uma técnica no mínimo saborosa de meditação? Experimente comer vagarosamente cada bocado de alimento, sentindo profundamente o aroma, o gosto e a textura. Suas refeições nunca mais serão as mesmas. 
Fonte: mdemulher.abril.com.br
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quarta-feira, 25 de junho de 2014

::: Leite pode ser causa de problemas comuns :::

Alergia ou intolerância: será que o leite é prejudicial?


O leite de vaca pode ser um dos grandes influentes a reações alérgicas nas pessoas. Segundo especialistas, este tipo de reação pode desencadear diversos problemas como diarréia, coceira, espirros, asma, bronquite, entre outras e, hoje, é um dos problemas que atinge até 2% da população.

De acordo com o nutrólogo Maximo Asinelli, o principal perigo são os sintomas que podem começar a surgir nas crianças. Atualmente, cerca de 8% das crianças até três anos de idade, possuem intolerância ou alergia à lactose. "Quando a criança é muito nova e já consome leite de vaca, algumas reações podem aparecer. Nestes casos, a melhor solução é ver se o mal causado é devido ao leite e, se constatado, utilizar leite de soja ou leite com baixa "lactose" , afirma o nutrólogo.



Na maioria dos casos, a principal dificuldade é a falta de informação. "A maioria das pessoas não sabe, ou nem procura saber, se possui algum tipo de problema relacionado ao leite, o que pode parecer até incomum", conta Maximo. O fato é que a intolerância ou a alergia só passa a ser um problema quando agrava situações já existentes.

Nas crianças, a preocupação deve ser dobrada. Alergia e intolerância são coisas diferenciadas. "A alergia é algo facilmente perceptível. Quando se fala de intolerância, o período de aparição das reações pode ser prorrogado, causando dificuldade de identificação do real problema", explica Asinelli e, por isso, devem ser relevados alguns pontos.

Nas alergias, podem ser identificados problemas respiratórios, inchaço nos olhos e nos lábios, espirros e tosses. Já os problemas relacionados à intolerância podem ser associados a dores abdominais, diarréia, gases e desconforto.

Nesta diversidade de casos, o correto é procurar um especialista e verificar se não existe nenhum outro tipo de alergia ou intolerância. "É interessante que as pessoas saibam quais alimentos são apropriados ao seu consumo, pensando a partir do ponto de que nenhum organismo tem o mesmo funcionamento", finaliza.


Por Verônica Pacheco
Fonte: guiadobebe.uol.com.br

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terça-feira, 10 de junho de 2014

::: Colesterol: 20 trocas alimentares que ajudam a manter as taxas sob controle :::

No placar científico, um time de nutrientes já pontuou a favor das nossas artérias na disputa contra o colesterol. Um estudo em institutos espanhóis, como o Hospital Clinic de Barcelona, demonstra, após analisar 772 pessoas suscetíveis a infartos, que uma dieta rica em fibras dribla o excesso de LDL, a versão nada benéfica da gordura, afastando perigos. 

Já nos Estados Unidos, pesquisadores da Universidade Loma Linda provaram que peixes, nozes e castanhas garantem proteção, pois ajudam a controlar as taxas da substância no sangue. Por que, então, não inserir esses alimentos ao cardápio? A tática vitoriosa é trocar itens que contribuem muito pouco — ou até atrapalham — por outros que se mobilizam para vencer o colesterol. E o melhor: sem deixar o prazer à mesa de lado. Confira!

Pão francês por integral

Eis uma forma de começar o dia protegendo as artérias. A massa integral presenteia o organismo com boas doses de fibras. Esse ingrediente serve de alimento a bactérias aliadas que moram no intestino. Bem nutridas, algumas delas fabricam mais propionato, uma substância que tem tudo a ver com os níveis de gordura na circulação.

"Ao chegar ao fígado, ela diminui a produção de colesterol", explica a gastroenterologista Jacqueline Alvarez-Leite, da Universidade Federal de Minas Gerais. Com isso, cai também a quantidade dessa partícula no sangue. 

Leite integral por desnatado

Esse esquema garante a entrada do cálcio, tão caro aos ossos, sem um bando de penetras gordurosos. A bebida desnatada tem o mesmo teor do mineral, com a vantagem de ostentar menos ácidos graxos saturados. O excesso desse tipo de gordura eleva os níveis de LDL, a fração ruim do colesterol.

"Isso porque reduz o número de receptores que captam LDL nas células", ensina a nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Se esse mecanismo não funciona direito, o colesterol vaga no sangue, pronto para se depositar na parede das artérias. 

Óleo de soja e outros por azeite

O ganho dessa troca vem da combinação entre gorduras benéficas e antioxidantes que povoam o óleo de oliva. Uma de suas vantagens é fornecer doses generosas de ácidos graxos monoinsaturados. "Eles não aumentam os níveis de LDL e ainda ajudam a erguer um pouco as taxas de HDL, o colesterol bom", afirma o cardiologista Raul Dias dos Santos, do Instituto do Coração de São Paulo. "Além disso, os compostos fenólicos do azeite evitam a oxidação do colesterol, fenômeno que propicia a formação das placas", completa Jorge Mancini, diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. 

Pizza de mussarela pelas de vegetais

A ideia pode não agradar aos fãs mais puristas das pizzarias, mas presta um enorme serviço aos vasos sanguíneos. Deixar camadas e mais camadas de queijo de lado de vez em quando significa podar gordura saturada do cardápio. Como você sabe, ela protagoniza o disparo do LDL, o tipo perigoso do colesterol. Substituir a mussarela ou a quatro queijos pelas cobertas de vegetais é uma saída para degustar pizzas sem receio. Opções não faltam — vale pizza de escarola, de rúcula, de brócolis e até de abobrinha. E elas oferecem um bônus: pitadas de fibras e antioxidantes. 

Salgadinhos por castanhas

Essa troca é destinada àquele momento em que pinta a fome no meio do dia. Solução fácil, mas nada saudável, seria recorrer aos salgadinhos ou biscoitos recheados, petiscos que costumam contar com gordura trans em sua receita. "Ela não só faz aumentar o LDL como ainda contribui para derrubar o HDL", alerta Ana Maria Lottenberg. Para escapar da malfeitora, aposte nas castanhas e nas nozes — legítimos depósitos da gordura monoinsaturada, que faz exatamente o trabalho oposto. "As oleaginosas ainda são fontes de antioxidantes", lembra Jorge Mancini. 

Cereais açucarados por aveia

A aveia tem fama de ser um dos cereais mais nutritivos do planeta. Por isso merece um espaço logo no café da manhã — seja na forma de flocos, seja no mingau. Um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina comprova, mais uma vez, sua capacidade de cortar a gordura que sobra no sangue. "A aveia é rica em betaglucanas, fibras fermentadas no intestino e capazes de regular a síntese de colesterol", explica a autora, Alicia de Francisco, que também é coordenadora para a América Latina da Associação Americana de Químicos de Cereais. "Observamos que elas ainda aumentam o HDL." 

Bauru por peito de peru e queijo branco

Calma, não pretendemos condenar ao ostracismo um lanche tão tradicional como o bauru. O problema é que ele deixa a desejar se as taxas de colesterol já rumam aos céus. Basta averiguar seus ingredientes: queijo prato e presunto, redutos de gordura saturada e colesterol. Que tal substituí-lo por um sanduba de peito de peru e queijo branco, que é mais esbelto do que seu congênere? Experimente. Só é preciso ficar atento ao tamanho do lanche. Ora, uma gigantesca baguete recheada pode fornecer mais calorias e gorduras do que um bauru de porte modesto. 

Camarão por peixe

Convenhamos: frutos do mar não são tão frequentes no prato do brasileiro. Mas vale ficar atento durante aquela viagem à praia para não se abarrotar de camarões. Eles encabeçam o ranking marinho de colesterol — são 152 miligramas da gordura em uma porção de 100 gramas. Ou seja, quase o triplo do que é oferecido pela mesma quantidade de um peixe gordo como o salmão. Esse pescado se sai melhor também por outro motivo: ele é carregado de ômega-3. E uma nova pesquisa da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, revela: o ômega diminui a captação de LDL pela parede das artérias, prevenindo as placas. 

Picanha por lombo

O porco não é mais gordo que o boi nem o boi é mais gordo que o porco. Tudo é uma questão de corte. Há peças bovinas com menos gordura saturada, caso da alcatra e do filé mignon, e há aquelas parrudas, como a picanha e o cupim. O mesmo raciocínio se aplica à carne suína: o lombo é mais magro que o pernil. Mas saiba que há medidas para retalhar o possível malefício de qualquer corte rechonchudo. "Limpe a peça antes de cozinhá-la, retirando toda gordura aparente", ensina Ana Maria. Até porque, apesar de a gente não ver, altas doses do nutriente já estão emaranhadas na carne. 

Manteiga por margarina

Elas mantêm uma rivalidade histórica e ainda suscitam debates entre os experts. No duelo em prol de artérias saudáveis, porém, a margarina leva certa vantagem, porque não conta com a famigerada gordura de origem animal e o colesterol. Nos últimos anos, a indústria tem acrescentado componentes à sua fórmula para torná-la mais benéfica. Entre eles, destaque para os fitosteróis, que facilitam a expulsão do colesterol pelas fezes. "Os produtos enriquecidos com essa substância são indicados a quem já tem colesterol alto", avisa Ana Maria. 

Quindim por compota de frutas

Os doces costumam ser condenados por carregarem açúcar demais. Quando a discussão envolve colesterol, porém, o açúcar pesa menos do que outro ingrediente comum em quindins, brigadeiros e bolos: a gordura. A manteiga, o creme de leite e outros ingredientes gordurosos que dão consistência aos quitutes levam consigo ácidos graxos saturados, que alavancam as taxas de LDL. Não à toa, os especialistas aconselham trocar esse tipo de sobremesa por opções que, sem perder o sabor adocicado, são desengorduradas. O melhor exemplo são as compotas de frutas. Só não vale, é claro, abusar. 

Suco de laranja pelo de uva

Essa é para matar a sede e resguardar o peito. É na casca da uva que está um parceiro do coração, o resveratrol. "Ele atua na redução do colesterol e tem efeito antioxidante", diz a bioquímica Tânia Toledo de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. Ao impedir que as partículas de LDL se oxidem, a substância evita indiretamente que elas grudem na parede do vaso. Ao contrário do que muita gente pensa, o resveratrol não é exclusivo do vinho. O suco de uva natural e feito na hora (com casca, por favor!) também o disponibiliza ao organismo.

Chá de ervas por chá-mate

Não é campanha contra a receita da avó, mas as infusões à base de camomila e afins perdem feio para o mate se o assunto é colesterol. Que o digam cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina, que avaliaram as propriedades dessa erva típica do sul do país. "Notamos uma queda de 8,5% nos níveis de LDL em voluntários com taxas normais e uma redução extra de 13,5% em pessoas que tomavam remédios para abaixar o colesterol", conta o farmacêutico Edson Luiz da Silva, que liderou a pesquisa. A proeza vem das saponinas, moléculas presentes no mate. "Elas diminuem a absorção do colesterol no intestino, favorecendo sua excreção pelas fezes", explica. 

Cebola branca por cebola roxa

Essa troca pode ser estendida à alface e ao repolho: prefira sempre o roxo. As hortaliças com essa cor abrigam um pigmento que aplaca o colesterol, a antocianina. "Experimentos feitos em animais no nosso laboratório mostraram que ela reduz consideravelmente a concentração da gordura no sangue", conta a professora Tânia Toledo de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa. "A substância inibe uma enzima que participa da síntese de colesterol no fígado, além de aumentar sua eliminação do organismo." Morangos e cerejas, saiba, também são reservas de antocianinas. 

Molho branco pelo de tomate

O macarrão é o mais inocente por aqui. Quem incentiva ou não a escalada do colesterol é o molho — sempre. O branco é bem gordo. Em 2 colheres de sopa encontramos 4,5 gramas de gordura. Como o preparo exige creme de leite e queijo, o prato fica cheio de ácidos graxos saturados. Uma bela macarronada ao sugo não guarda esse perigo. Nas mesmas 2 colheres de sopa, há somente 0,1 grama de gordura. "Apenas procure usar o molho de tomate feito em casa e evitar a manteiga no momento de refogá-lo", orienta a nutricionista Ana Maria Lottenberg. E, se possível, opte pela massa integral. 

Chocolate ao leite pelo amargo

O doce de cacau se notabilizou como um amigo do sistema circulatório. Mas não é todo chocolate que, de fato, prova sua amizade às nossas artérias. O tipo que merece respeito é o amargo. "Ele possui menos gorduras saturadas que o branco e a versão ao leite", afirma a nutricionista Vanderlí Marchiori, colaboradora da Associação Paulista de Nutrição. "Sem falar que fornece catequinas, substâncias que ajudam a sequestrar o LDL e impedir sua oxidação", diz. Mas fique atento ao rótulo: amargo de verdade tem mais de 60% de cacau em sua composição. 

Sal por ervas e alho

Está em suas mãos uma maneira de preservar os vasos sem deixar a comida ficar insossa: em vez de exagerar no sal, ingrediente que patrocina a hipertensão, use a imaginação e as ervas aromáticas, além de alho. "Ele tem compostos capazes de controlar o colesterol", exemplifica Vanderlí. E ervas como o orégano e o alecrim merecem ser convidadas à cozinha por causa do seu poder de fogo contra a oxidação, um fenômeno que, você já sabe, não poupa o LDL, tornando-o ainda mais danoso para as artérias. Mas essa ação pode minguar quando os ingredientes são expostos a temperaturas elevadas. Procure acrescentá-los nos minutos finais do cozimento. 

Frango com pele pelo frango sem pele

Muita gente pensa que basta despir uma coxa de frango assada no prato para se livrar de um boom de colesterol. Ledo engano. "Retirar a pele é, sim, fundamental, mas isso deve ser feito antes de levar a carne ao fogo", esclarece a nutricionista Cláudia Marcílio, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. "Quando submetidos ao calor, a gordura saturada e o colesterol da pele conseguem se dissolver e penetrar na carne", justifica Ana Maria. 

Queijo pelo tofu

A intenção não é jogar mais pedras sobre o parmesão, o provolone e até o minas, mas abrir espaço ao tofu, que é feito de soja. Ele é uma preciosidade porque concentra o que o grão tem de melhor: proteínas e isoflavonas. "A proteína da soja aumenta a atividade de receptores que colocam o LDL para dentro das células e inibe a principal enzima responsável pela produção de colesterol", explica a nutricionista Nágila Damasceno, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. E as isoflavonas não só potencializam a queda do LDL como evitam sua oxidação. 

Pipoca de micro-ondas pela de panela

Faz toda a diferença investir um tempo a mais para estourar o milho no fogão. "É uma forma de controlar a quantidade de gordura no preparo, porque no produto de micro-ondas ela já é fixa", argumenta a doutora em ciência dos alimentos Maria Cristina Dias Paes, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Sete Lagoas, no interior de Minas Gerais. A versão que ganha na praticidade perde pontos porque carrega ácidos graxos saturados e trans. "Na panela, dá para usar um óleo mais saudável, como o de canola", diz Cristina. Daí, você aproveita as fibras do milho, deixando seu colesterol em paz. 

Fonte: mdemulher.abril.com.br/
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